O BEC de maio traz em destaque uma análise sobre a economia brasileira no pré e no pós-pandemia

O PIB brasileiro teve queda de -1,5% no primeiro trimestre de 2020, em dado recém divulgado pelo IBGE. Na divulgação mais recente do Boletim Focus, na última semana de maio, a expectativa é de uma queda de -5,9% do PIB nacional no ano de 2020, podendo ser reduzida ainda mais nas próximas semanas.

Caso esse patamar se confirme, além de se ter a maior queda anual do PIB já registrada no país, o ano de 2020 fechará a década proporcionando um número sugestivo: a taxa média de crescimento do PIB entre 2011 e 2020 será de 0,0%. Ou seja, o Brasil encerrará a atual década exatamente no mesmo patamar de riqueza em que a iniciou. Os anos 1980 ficarão para trás e haverá, então, uma nova década efetivamente perdida em termos econômicos.

Esse desenho começou a tomar forma com o início da recessão em 2014, que culminou em fortes retrações do PIB nos anos de 2015 (-3,5%) e 2016 (-3,3%). Nos anos seguintes, após a difícil travessia econômica e política que envolveu a crise, a deterioração do quadro fiscal, o aumento do desemprego e mais um impeachment, o Brasil começou a ensaiar rompantes de otimismo a cada novo ano, mas que acabavam frustrados com o passar do tempo. Foi assim em 2017, 2018 e 2019, quando o crescimento da economia foi de 1,3%. 1,3% e 1,1%, respectivamente.

Vale destacar que, de 2016 em diante, o Brasil conseguiu progredir em frentes relevantes que buscaram reorganizar a economia e ajudaram em algum avanço nos anos seguintes, com os pequenos crescimentos do PIB citados acima. No entanto, a melhoria conjuntural não deu conta de resolver os problemas estruturais da economia brasileira.

Alguns dos principais exemplos são: a reforma administrativa; a reforma tributária; a atualização de marcos legais de setores chave como o de saneamento básico e o de petróleo e gás; modernizações institucionais para atração de investimentos em infraestrutura; a agenda de privatizações e concessões; uma maior abertura e integração comercial, auxiliando no aumento de produtividade.

Quando a crise de saúde relacionada ao COVID-19 passar e junto com ela o mundo também se recuperar da atual crise econômica, o Brasil estará diante dos mesmos desafios que já estavam postos no aparentemente longínquo março de 2020. Só que eles terão crescido consideravelmente.

A última previsão da Instituição Fiscal Independente (IFI) é de que o déficit primário do Governo Central se aproxime de R$ 675 bilhões neste ano, representando -9,2% do PIB. Os sucessivos déficits primários registrados no Brasil desde 2013 tem levado a uma trajetória crescente do endividamento público, o que prejudica a confiança na economia e na capacidade de recuperação fiscal do governo.

Um ponto de especial preocupação para o Brasil neste momento de enfrentamento da pandemia é o acirramento do clima político. As crises da saúde e da economia demandarão um esforço nacional para serem superadas.

E há espaço para olhares otimistas em meio a toda essa crise: o que os analistas políticos e econômicos costumam chamar de “agenda positiva” para o Brasil nunca pareceu tão positiva como agora.

Confira o texto completo clicando aqui e acessando a íntegra do Boletim Econômico Capixaba de maio.

Análise Conjuntural

O Boletim também traz as análises das seções de cenário econômico, desempenho industrial, comércio exterior, crédito e finanças públicas. Os dados mais recentes de todos os setores já indicam impactos da crise decorrente da pandemia do COVID-19 sobre a economia nacional e capixaba.

Esta edição também conta com dois boxes especiais abordando os números recém divulgados sobre o mercado de trabalho formal no Brasil e no Espírito Santo, e sobre o o financiamento às empresas durante a pandemia do COVID-19.

    O Boletim Econômico Capixaba é uma publicação mensal do Ideies sobre a conjuntura econômica do Espírito Santo e do Brasil.

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O Ideies tem produzido outros materiais para acompanhamento da pandemia da COVID-19:

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