Taxa de desocupação do ES apresenta redução pelo 2° trimestre consecutivo

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do IBGE, referente ao 3º trimestre de 2018, reforçou a tendência de recuperação, ainda que lenta, do mercado de trabalho no Espírito Santo. A taxa de desocupação do estado ficou em 11,2%, redução de 0,8 ponto percentual (p.p) em relação ao trimestre imediatamente anterior. O indicador capixaba, pelo quarto trimestre seguido, encontra-se em patamar inferior à taxa média do país (11,9%).

No trimestre encerrado em setembro, 47,1% do total das pessoas desocupadas estavam entre 1 mês a menos de 1 ano buscando uma ocupação, e 26,1% delas estavam a 2 anos ou mais sem uma ocupação no mercado de trabalho.

No total, o estado possuía cerca de 1,9 milhões de pessoas ocupadas no 3º trimestre do ano. Entre as pessoas ocupadas, 1,3 milhões eram empregadas, sendo que 57,0% tinham carteira de trabalho assinada, e 461 mil trabalhavam por conta própria. 

Neste mesmo período, a maior parte dos capixabas estava ocupada nas atividades de comércio (363 mil) e administração pública (318 mil). A indústria no estado (209 mil) aparece com a quarta maior atividade em quantidade de ocupados, sendo que 78,0% estão na indústria de transformação.

No período de julho a setembro de 2018, o rendimento médio real de todos os trabalhadores do Espírito Santo foi de R$ 2.073 reais, registrando uma evolução de 4,1% na comparação com 2º trimestre do ano e de 1,2% contra o mesmo trimestre de 2017. Porém, esse resultado do estado ainda é menor que a média paga no país (R$ 2.222,0). Entre as atividades, a maior média salarial encontra-se na administração pública (R$ 2.927,0). A massa de rendimento real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no Espírito Santo neste último trimestre alcançou a cifra de R$ 3,8 bilhões.