A alta de 20,6% nas importações capixabas reduzem o saldo na balança comercial no primeiro trimestre de 2019

A balança comercial capixaba apresentou saldo superavitário (US$ 450,2 milhões), contudo ficou -32,9% abaixo do realizado em igual período de 2018, devido ao avanço das importações (20,6%). Dentre as importações capixabas a variação mais significativa foi na aquisição de hulha, que é um tipo de carvão mineral utilizado no processo produtivo da indústria metalúrgica. Com isso, no primeiro trimestre de 2019 o Espírito Santo importou US$ 1,4 bilhão com destaques positivos para as categorias de combustíveis (+66,5%) e bens intermediários (+25,5%).

As exportações capixabas somaram US$ 1,9 bilhão, no primeiro trimestre do ano, resultado 1,1% superior ao comercializado no mesmo trimestre de 2018. A alta foi puxada pelos produtos básicos (+19,4%), que está atrelado ao aumento nas vendas de minérios de ferro e concentrados, óleos brutos de petróleo e café não torrado em grão.

Verificado o impacto das commodities na balança comercial capixaba, faz-se necessário ressaltar a evolução das cotações das principais commodities brasileiras e capixabas.

No primeiro trimestre de 2019, a média anual do preço do minério de ferro se manteve em alta, devido à redução da oferta no mercado mundial, ultrapassando todos os valores desde 2015. Já os preços das duas cotações de petróleo seguiram em baixa, quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior.

As variações destas principais commodities, comparado com a média anual de 2018, foram: alta de 19,5% do minério de ferro e redução de -11,6% do petróleo WTI e -8,7% do petróleo Brent.

No geral as commodities influenciam muito o resultado comercial do estado, fato verificado nesse terceiro trimestre com a alta das importações, referente a maior aquisição de combustíveis, desencadeando uma queda no saldo superavitário da balança comercial capixaba. Ressalta-se ainda mais a necessidade de diversificação dos produtos exportados e redução no nível de dependência do mercado de preços internacionais.

Para mais informações veja a publicação completa do Boletim Econômico Capixaba - Abril/2019.